INVESTIMENTOS
Renda Fixa em 2026: ainda vale a pena mesmo se a Selic cair?
Em 2026, a Renda Fixa segue em foco nas estratégias de muitos investidores e com bons motivos.
Depois de anos com a taxa Selic em dois dígitos, os títulos têm oferecido retornos reais confortáveis acima da inflação, fenômeno raro nos últimos ciclos econômicos e que impulsionou aplicações como Tesouro Selic, CDBs e LCIs/LCAs.

Conforme as projeções do mercado e os últimos Boletins Focus, apesar dos juros altos, a expectativa é que o Banco Central comece um ciclo de afrouxamento em 2026, devido à desaceleração da inflação e da economia, mesmo que os cortes sejam graduais.

Neste contexto de transição, surge a grande pergunta para quem investe ou pretende investir: a Renda Fixa ainda vale a pena em 2026? A resposta é sim, mas com nuances.

Mesmo com juros em queda, há excelentes oportunidades para retornos sólidos, proteção de capital e rendimentos consistentes, escolhendo os produtos e o momento de entrada certos. Vamos entender melhor?
Qual será a taxa Selic em 2026?
A expectativa de um novo ciclo de flexibilização da política monetária no Brasil em 2026 pode mudar a dinâmica do mercado de Renda Fixa, após os últimos anos terem sido marcados por um cenário de juros elevados.

A projeção mediana do mercado é que a taxa Selic atinja 12,13% até o final de 2026. Logo, ainda predomina a expectativa de que o ciclo de cortes será limitado, encerrando o próximo ano com a taxa básica da economia em 12% ao ano.

Nas últimas quatro reuniões, o Banco Central optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, valor definido no encontro de junho e maior nível desde 2006. 

Observe:
Quando o Banco Central vai reduzir a taxa Selic?
A política monetária brasileira manteve a taxa de juros elevada para garantir que a inflação convergisse à meta.

Por outro lado, as projeções do mercado indicam que o ciclo de cortes deve começar somente a partir das primeiras reuniões de 2026, especialmente em março, mas com magnitude reduzida.

Contudo, mesmo diante da redução iminente dos juros, a taxa Selic não deve baixar dos dois dígitos tão cedo.

Segundo o Boletim Focus do BC do fim de dezembro, nos próximos anos, a perspectiva para os juros brasileiros são:
  • 2026: taxa Selic em 12,25% ao ano.
  • 2027: 10,50% ao ano.
  • 2028: 9,75% ao ano.
Lembrando que as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic a cada 45 dias, no primeiro semestre, estão marcadas para:
  • 27 e 28 de janeiro.
  • 17 e 18 de março.
  • 28 e 29 de abril.
  • 16 e 17 de junho.
Vale a pena investir em Renda Fixa em 2026?
Sim, mas com inteligência e estratégia. Com a perspectiva de o Banco Central iniciar um ciclo de cortes de juros a partir do primeiro semestre de 2026, o investidor precisa olhar além do CDI

Considere os seguintes pontos:
  • Novas oportunidades: a tendência é que o CDI desacelere gradualmente, reduzindo o custo de oportunidade e abrindo espaço para outros indexadores dentro da própria Renda Fixa.
  • CDI ainda elevado: ainda assim, os juros devem permanecer em níveis relativamente elevados por algum tempo, o que mantém o CDI atrativo no curto e médio prazo. 
  • Foco na diversificação: segundo os especialistas do Santander, nesse cenário de transição, a chave passa a ser a diversificação: combinar títulos pós-fixados com ativos que se beneficiam da queda da Selic e instrumentos atrelados à inflação, que ajudam a preservar o poder de compra e equilibrar a carteira.
Renda Fixa Prefixada
Os títulos Prefixados são a escolha certa para quem busca previsibilidade. Ao investir, você já sabe exatamente qual será o retorno no vencimento (ex: 12,5% ao ano), independentemente do que aconteça com a Selic ou com o CDI.

Eles se tornam mais atrativos quando se espera uma queda da taxa de juros, permitindo "travar" uma rentabilidade alta antes que ela diminua no mercado.

Em 2025, a inflação acomodada e a desaceleração da atividade impulsionaram as expectativas de cortes de juros, fechando a curva nominal e valorizando títulos prefixados.

Para 2026, a equipe de Analistas do Santander chama a atenção para dois pontos:
  • Apesar da precificação do ciclo de cortes, os níveis atuais ainda são considerados atrativos, permitindo ao investidor travar taxas elevadas com retorno conhecido.
  • A queda da Selic e o aumento das expectativas de mais cortes podem elevar o preço dos títulos no mercado secundário, gerando um retorno adicional superior à taxa contratada em caso de venda antecipada.
Renda Fixa DI
A Renda Fixa DI (ou pós-fixada atrelada ao CDI) acompanha a taxa básica de juros da economia. Seu retorno é variável, ajustando-se ao CDI, que por sua vez segue de perto a Selic.

O investimento pós-fixado, que atraiu investidores devido à alta Selic, deve desacelerar a partir de 2026 com os cortes de juros esperados.

Porém, o CDI deve manter um patamar de taxa relativamente alto, com carrego atrativo. A duração e magnitude dos cortes em 2026 dependem de fatores internos e externos.

Além da possibilidade de retorno, ativos pós-fixados são fundamentais para a gestão de portfólio, oferecendo baixa volatilidade e, muitas vezes, liquidez, sendo ideais para reserva de emergência ou objetivos de curto prazo.
Renda Fixa atrelada à inflação
A Renda Fixa atrelada à inflação protege seu poder de compra. Seu rendimento é composto por uma taxa prefixada real (ganho acima da inflação) mais a variação de um índice inflacionário (IPCA ou IGP-M), garantindo retornos reais positivos.

Na visão dos nossos especialistas, essa classe não performou como os prefixados em 2025, pois, apesar do fechamento da curva nominal, os juros reais se mantiveram altos.

Veja:
Entretanto, o nível atual das taxas reais oferece oportunidade de longo prazo e risco favorável. Ademais, a classe é crucial contra a inflação e pode valorizar com a futura queda das taxas reais.
Melhores investimentos de Renda Fixa em 2026
O momento de transição na economia exige escolhas estratégicas para seu portfólio. Não perca as melhores oportunidades de 2026.

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  • Renda Fixa: títulos pós-fixados, prefixados e atrelados à inflação com as melhores taxas do mercado.
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Importante: O material apresentado não é um relatório de análise de valores mobiliários conforme Resolução CVM nº 20. Os investimentos e ativos mencionados neste material não constituem garantia de ganhos, recomendação de compra e não refletem diretamente a opinião dos nossos Analistas. Para orientação adequada, consulte um Assessor de Investimentos autorizado. O Santander não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste conteúdo, nem por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, resultantes do uso indevido deste material. Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Qualquer informação contemplada neste material deve ser confirmada quanto às suas condições, antes da conclusão de qualquer negócio. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. As informações possuem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constituem oferta, recomendação personalizada, proposta comercial ou orientação individual de investimento. Os cenários, projeções e produtos apresentados refletem visões de mercado gerais e podem não ser adequados aos seus objetivos, horizontes ou tolerância ao risco.
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