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Queda do dólar em 2025: confira as projeções econômicas atualizadas
A queda do dólar em 2025 tem chamado a atenção de investidores e Analistas ao redor do mundo. A moeda americana recuou mais de 11% no período, segundo informações da B3.
Em meio a iminentes cortes de juros nos Estados Unidos, fluxos robustos de capital estrangeiro para o Brasil, superávit comercial consistente e tarifária promovida pelo governo americano, o real alcançou uma valorização expressiva frente à moeda americana. 

Com projeções atualizadas e novos fatores econômicos no radar, entender esse movimento é essencial para quem busca se posicionar estrategicamente no mercado cambial.
Qual foi a desvalorização do dólar em 2025?
Um levantamento da Austin Rating revelou que o real foi a 8ª moeda que mais se valorizou em relação ao dólar no primeiro semestre de 2025. 

A moeda brasileira registrou uma alta de 12,30% entre janeiro e junho deste ano. No início de 2025, a divisa americana era cotada em torno de R$6,18 e, em 30 de junho, encerrou o semestre em R$5,43.

Observe sua variação em 2025:
Mais próximo do final do ano, em dezembro, o câmbio avançou 2,88%, acumulando queda de 11,18% em 2025

O dólar se recuperou gradualmente no cenário global, revertendo parcialmente as desvalorizações anteriores. 

Por isso, destaca-se a relevância de manter uma alocação em moeda estrangeira como forma de proteger o portfólio contra riscos internos.

Acompanhe como foi o fechamento mês a mês em 2025:
Mês
Cotação (USD/BRL)
Variação
Janeiro
R$5,84
-5,54%
Fevereiro
R$5,92
+1,35%
Março
R$5,71
-3,50%
Abril
R$5,68
-0,50%
Maio
R$5,72
+0,72%
Junho
R$5,43
-2,32%
Julho
R$5,60
+3,08%
Agosto
R$5,42
-3,19%
Setembro
R$5,32
-1,83%
Outubro
R$5,38
+1,08%
Novembro
R$ 5,34
-0,82%
Dezembro
R$ 5,49
+2,88%
Quais moedas mais se valorizaram frente ao dólar?
Ainda segundo a Austin Rating, entre 118 moedas pesquisadas, 71 delas (60,17%) ganharam valor frente ao dólar e 31 divisas (26,27%) se desvalorizaram. O restante ficou neutro.

O ranking das moedas que mais se apreciaram ante o dólar, acima do real, foram:
  • Cedi, de Gana (43,2%).
  • Rublo, da Rússia (37,4%).
  • Coroa sueca, da Suécia (16,7%).
  • Coroa norueguesa, da Noruega (14,9%).
  • Kwacha, da Zâmbia (14,8%).
  • Forint, da Hungria (14,2%).
  • Coroa tcheca, da República Tcheca (13,2%).
Historicamente, o Índice Dólar Americano (DXY) tende a enfraquecer com cortes de juros, tornando o dólar menos atraente. Contudo, em períodos de aversão ao risco global, o dólar recupera seu papel de ativo seguro.
O que está favorecendo a valorização do real em 2025?
O câmbio encerrou 2024 em alta, quando o orçamento público e o corte de gastos estavam em discussão, perspectiva que se manteve no começo do ano. 

A princípio, não houve grande satisfação no mercado sobre o pacote anunciado pelo governo.

Além disso, pesava a incerteza sobre o início da nova gestão do executivo dos EUA. A partir daí, vários fatores contribuíram para a queda do dólar

Acompanhe o que mexeu com a moeda neste ano:
  1. Diferencial elevado de juros (carry trade): a Selic permanece em níveis altos (15% ao ano), atraindo fluxos de capital estrangeiro em busca de rendimentos superiores aos oferecidos em economias desenvolvidas.
  2. Redução de juros pelo Fed: expectativa quanto à sequência de cortes nas taxas de juros por parte do BC americano, o frequentemente resulta na valorização do real frente ao dólar.
  3. Disputa tarifária: os EUA declararam uma guerra comercial ao impor alíquotas que variaram de 10% a 50% sobre produtos de parceiros como Brasil, China, União Europeia, Canadá e México, elevando incertezas globais e impactando moedas emergentes como o real.
  4. Fluxos robustos de capital estrangeiro: a forte entrada de recursos em ativos brasileiros, especialmente em títulos públicos e ações, aumentou a demanda por real e ajudou a sustentar sua valorização.
  5. Cenário externo desfavorável ao dólar: dados de inflação mais brandos nos EUA e a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve reduziram o apelo global do dólar. Além disso, a fraqueza global da moeda americana elevou a competitividade de moedas emergentes.
  6. Superávit comercial consistente: exportações brasileiras sólidas, sobretudo de commodities como grãos, minério de ferro e petróleo, têm gerado um fluxo constante de dólares, reforçando o câmbio favorável ao real.
  7. Emissão de dívida externa com sucesso: o Brasil realizou várias emissões de dívida em dólar em 2025, gerando confiança dos investidores estrangeiros e ajudando a aumentar a liquidez na moeda local.
Assim, um dólar mais fraco contribui para o controle da inflação, proporciona maior flexibilidade para o Banco Central do Brasil conduzir seu próprio ciclo de cortes na taxa Selic e melhora o balanço de empresas com dívidas em moeda estrangeira. 

Contudo, a trajetória do câmbio ainda permanece vinculada à percepção do risco fiscal doméstico.
Tendência para o dólar: quais são as perspectivas?
Apesar do cenário que discutimos até agora, os investidores e Analistas do Santander seguem adotando uma abordagem construtiva em relação à alocação cambial, priorizando a proteção também contra riscos domésticos.

Aqui estão alguns fatos e eventos que devem ficar no radar de investidores em relação ao mercado de câmbio em 2025:
  • Reunião do Fed: em dezembro de 2025, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) aprovou uma nova redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para uma faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
  • Fed dividido: não há consenso no Fed. Os moderados defendem cortes para evitar a fragilidade do mercado de trabalho. Já os conservadores temem que cortes maiores impeçam o Fed de atingir a meta de inflação de 2%.
  • Dados da economia americana: as autoridades expressaram preocupação com a desaceleração do mercado de trabalho e com a inflação, que "apresenta poucos sinais de retorno sustentável" à meta de 2% do Fed.
  • Payroll e fim do shutdown: o payroll de setembro, divulgado após o fim do shutdown nos EUA, apresentou sinais mistos no mercado de trabalho americano: criação de vagas acima do esperado, mas maior taxa de desemprego. No entanto, a falta de coleta dos números de inflação de outubro e de parte dos dados do payroll deve prejudicar as séries históricas.
  • Incertezas internacionais: persistem incertezas no cenário internacional, sobretudo em relação às questões tarifárias e os seus desdobramentos, tanto na economia americana (dados de inflação e crescimento), quanto no impacto cambial.
  • Redução da Selic: decisões do BC brasileiro de reduzir a Selic mais de uma vez em 2026 podem afetar a atração de capital externo e pressionar o valor do dólar.
  • Cautela fiscal e fiscalização doméstica: expectativas de cortes de gastos e a estabilidade fiscal no Brasil também fazem parte da sustentação do valor do real.
Assim sendo, o dólar em 2026 tende a se manter em patamares mais baixos frente ao real, graças ao diferencial de juros, expectativas de cortes nos EUA, fluxo de capitais e confiança na política econômica brasileira.

Porém, isso dependerá da evolução de fatores externos (como tarifas e tensões geopolíticas) e da manutenção da disciplina fiscal interna.

Além disso, com a aproximação de mais um ano eleitoral no Brasil, novidades na cena política também terão grande impacto na volatilidade do câmbio.

Por fim, no Boletim Focus do Banco Central, o mercado segue com a perspectiva de fechamento do dólar por volta de R$5,40 em 2025 e R$5,50 no ano que vem.

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