investimentos antes do ano acabar
INVESTIMENTOS
Cenário Doméstico e Internacional | Junho 2026
A máxima “sell in May and go away”, velha conhecida do mercado financeiro, encontrou respaldo no desempenho dos ativos locais ao longo de maio, período marcado por maior aversão ao risco e saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira.
Fechamento das Bolsas no Brasil e no mundo 
Em maio, o Ibovespa acumulou queda de 7,22%, reflexo, em grande parte, da saída do investidor estrangeiro, que registrou saldo negativo de R$ 14,3 bilhões (até 28/05). 

O movimento refletiu uma combinação de fatores domésticos e externos: de um lado, o aumento das incertezas políticas às vésperas do ciclo eleitoral; de outro, a preferência global por mercados desenvolvidos, impulsionados pelo forte desempenho das empresas de tecnologia e inteligência artificial.
A realização de lucros após a expressiva valorização observada no primeiro quadrimestre também contribuiu para a correção dos ativos locais.
A expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã pairou sobre os mercados durante praticamente todo o mês. 

Gradualmente, os investidores passaram a trabalhar com um cenário intermediário, no qual as negociações não avançariam de forma decisiva, mas tampouco resultariam em uma escalada militar significativa entre os dois países. 

Essa percepção contribuiu para a redução dos prêmios de risco globais e favoreceu a busca por ativos de maior risco

Enquanto o Brasil foi penalizado por fatores domésticos e pela saída de capital estrangeiro, as bolsas americanas avançaram, em média, 6,1% (Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones). 

Na Ásia, o destaque ficou para o índice Kospi, da Coreia do Sul, que registrou valorização mensal de 28%, refletindo o forte fluxo direcionado ao setor de semicondutores e a melhora das perspectivas para a indústria global de tecnologia.
Eleições 2026 e cenário político
No cenário político, o chamado “Flávio Day 2.0”, em meados de maio, trouxe volatilidade adicional aos mercados e repercutiu nas pesquisas de intenção de voto, com aparente redução do apoio eleitoral ao senador Flávio Bolsonaro. 

Agora, o calendário eleitoral entra em uma fase decisiva entre julho e agosto, período em que as convenções partidárias vão homologar oficialmente as candidaturas e definirão alianças, coligações e estratégias regionais para a disputa de outubro. 

Após essa etapa, os partidos terão até meados de agosto para registrar seus candidatos junto à Justiça Eleitoral, enquanto a campanha passará a ganhar tração com o início da propaganda oficial, dos debates televisivos e da divulgação mais intensa das plataformas de governo. 
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, a tendência é de aumento da sensibilidade dos ativos domésticos às pesquisas eleitorais.
Isso atrelado à formação das chapas e à consolidação dos principais blocos políticos que disputarão a sucessão presidencial.
Pautas do legislativo
Em Brasília, uma das principais pautas foi a PEC que propõe o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada semanal de trabalho, tema que ganhou forte apelo popular e avançou na Câmara dos Deputados. 

O texto, que prevê jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, foi aprovado em dois turnos no plenário da Câmara no último dia 27 e agora segue para análise do Senado. 

Ainda em junho, mês que antecede o recesso parlamentar, também são esperadas negociações em torno do PLP dos Combustíveis, projeto que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para compensar eventual perda de arrecadação decorrente de reduções de impostos.
Relações internacionais
No campo diplomático, repercutiu o anúncio feito em 28 de maio pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, com vigência a partir de 5 de junho. 

A decisão elevou a atenção dos agentes políticos e econômicos em razão de seu potencial impacto sobre a cooperação bilateral em segurança, o monitoramento de fluxos financeiros internacionais e a percepção de risco institucional envolvendo o Brasil. 

Além disso, o episódio adicionou uma nova camada de sensibilidade ao ambiente político doméstico, em meio ao avanço das discussões eleitorais e ao debate sobre segurança pública no país. 
Taxa Selic e política monetária
Quanto à política monetária, o consenso de mercado (Relatório Focus) elevou a projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 para 13,25%, revisão semelhante à realizada pela equipe de Macroeconomia do Santander. 

Segundo nossos economistas, a revisão reflete um balanço menos benigno entre o grau de restrição monetária já presente na economia e a necessidade de assegurar a convergência da inflação para a meta. 
Esse ajuste ocorre diante de um choque de oferta mais persistente, uma composição menos favorável do IPCA e um mercado de trabalho mais apertado.
O cenário inflacionário tornou-se mais desafiador. O choque de petróleo deve se mostrar mais persistente, com os preços do Brent permanecendo pressionados por mais tempo, à medida que os efeitos do fechamento do Estreito de Hormuz continuam afetando os mercados de energia, os custos de frete e os prêmios de risco. 

Ao mesmo tempo, a atividade doméstica e o mercado de trabalho têm surpreendido positivamente, sugerindo uma abertura mais lenta da ociosidade.
Temporada de balanços 1T26
Ademais, na pauta corporativa, a temporada de resultados do 1T26 foi encerrada em 15 de maio. 

Entre as empresas sob cobertura do Santander Research, o trimestre registrou crescimento aproximado de 6% na receita líquida, 6% no Ebitda e 7% no lucro líquido, todos na comparação anual. 
De modo geral, as empresas voltadas ao mercado doméstico continuaram apresentando desempenho superior ao dos setores ligados a commodities, embora essa diferença tenha diminuído em relação ao trimestre anterior.
Apesar de ainda terem registrado crescimento resiliente de 10% a/a no Ebitda, os resultados das companhias domésticas perderam força na comparação sequencial

Isso ocorreu porque diversos setores passaram a enfrentar ventos contrários, como:
• Custos mais elevados.
• Dinâmica de consumo mais fraca associada ao maior endividamento das famílias.
• Leve aumento dos níveis de inadimplência.
Por outro lado, os setores relacionados a commodities voltaram a apresentar crescimento, com o Ebitda avançando 3% a/a no 1T26 (ante retração de 5% a/a no 4T25).
Principais perspectivas para junho
Por fim, para junho, o tema de política monetária seguirá no centro das atenções. A próxima reunião do Copom acontece em 17 de junho, mesma data em que o FOMC divulgará sua decisão para a taxa básica de juros
No Brasil, o mercado segue dividido entre um corte de 25 bps e a manutenção da Selic em 14,50% ao ano.
Nos Estados Unidos, por sua vez, com o Federal Reserve agora sob a liderança de Kevin Warsh, o consenso aponta para a manutenção dos Fed Funds na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, diante de um mercado de trabalho ainda resiliente e das incertezas relacionadas aos impactos inflacionários e ao cenário geopolítico.

Quer saber mais e como posicionar seu portfólio neste cenário? Acesse agora o relatório completo com as recomendações de investimentos selecionados pelos nossos especialistas:
RECOMENDAÇÃO MENSAL
Oportunidades ideais para você diversificar seus investimentos
Nossos especialistas avaliam o mercado para recomendar os produtos adequados para sua estratégia e fortalecer a diversificação do seu portfólio.
Baixar Recomendação
Diversifique sua carteira com o nosso portfólio
Conheça nossos produtos e encontre as oportunidades de investimentos disponíveis para você.
Acessar portfólio
Fundos
Diferentes alternativas para você investir de acordo com o seu perfil de risco, com exposição a ativos de Renda Fixa, multimercado, cambial, ações e mais.
Contas de investimentos no exterior
Invista no exterior com a sofisticação do Santander Miami e atendimento em português. Fale com seu especialista.
Ações
Invista em Renda Variável e seja sócio de uma grande
empresa, aumentando as possibilidades de ganho a longo prazo.
Renda Fixa
Modalidade de investimentos ideal para investidores que procuram rendimentos mais estáveis e seguros.
Renda Variável
Investimento que, como o próprio nome já diz, não garante um retorno previsível, podendo ter alta ou baixa rentabilidade.
Crédito Privado
Investimento em Renda Fixa proveniente de títulos emitidos por empresas com a finalidade de obter financiamento para suas operações.
Outros produtos
Diversifique seu portfólio com o nível de risco adequado para você e conheça ativos como commodities, moedas, ativos internacionais etc.
Veja a última recomendação:
Invista com a gente!
Aponte a câmera do seu celular e escaneie o QR Code para acessar nossa experiência digital agora mesmo.
Aqui, você encontra investimentos para você construir, ampliar e diversificar o seu patrimônio.
Acessar Portal